Uma Cadeia de Hoteis de Olho na Felicidade

07/07/2016 • Carla Sugere, Destaque, Estilo de Vida

Felicidade está em alta no mercado francês. Em minha última viagem, registrei várias referências que evidenciam isso. Uma das mais curiosas foi no aeroporto Charles de Gaulle: em plena área de fronteira, onde a sisudez costuma dar o tom, uma elegante e sorridente funcionária ostentava um botom com a mensagem “Como posso ajudar a fazê-lo feliz?”. Não resisti e elogiei a iniciativa.

E o que dizer dos pianos disponíveis em estações de trem? Estão lá para quem quiser tocar enquanto espera. Às 5h30 da manhã, na Gare Saint-Lazare, testemunhei uma mulher de meia idade depositar suas sacolas ao pé do instrumento e mostrar seu inacreditável talento. No fim do mesmo dia, fazendo o caminho de volta de Angers, Vale do Loire, a cena se repetiu – dessa vez com um casal de adolescentes. Não sei se é o inesperado ou a acústica, mas é emocionante, como mostra este vídeo do Youtube:

O hotel que escolhi para essa última estada pertence a uma cadeia chamada Happy Culture. Razoavelmente jovem, defende que os hóspedes merecem mais que um endereço confortável quando estão fora de casa. Merecem um lugar para recarregar as energias e viver momentos memoráveis. São 39 operações na França, cada uma diferente da outra, mas todas marcadas por características comuns: equipes generosamente atenciosas e alguns mimos raros até para renomados hoteis de Paris.

2Os quartos são confortáveis, porém pequenos, como é comum na cidade. No caso do hotel que escolhi, o Joséphine, o burlesco está presente na decoração e nas fotos dos anos 1930. O empreendimento homenageia Josephine Baker, vedete e cantora americana que viveu em Paris e se apresentava nos cabarés próximos ao endereço. O local tem seu próprio aroma e já no segundo dia ele vira o cheirinho-bom-de-casa.

6O café da manhã é delicioso e oferece as laranjas para que você faça seu próprio suco na hora, no melhor clima DIY. Como a experiência do cliente é coisa séria, a equipe foi treinada pelo Luxury Attitude, que atende marcas como Dior, BMW e Nespresso.

Mas, bacana mesmo é a biblioteca localizada no térreo (foto em destaque). Ali, todos os dias, entre as 18h e as 20h, a equipe recepciona os hóspedes com degustação de Absinto e drinks – cortesia da bandeira. Para acompanhar tira-gostos e a trilha sonora exclusiva feita pelo DJ Etienne Tron. E dá-lhe Bossa Nova no Joséphine. E dá-lhe Absinto no Joséphine. E dá-lhe vontade de voltar para o hotel no final do dia para não perder o clima casa-de-amigos do happy hour. Depois, é só tomar um banho e caminhar pelas ruas do 9ème, que batizei de “Baixo Leblon de Paris”. Quando a maratona termina, a gente seleciona o travesseiro que mais se parece com o de casa e vai dormir com a tranquilidade de quem sabe que vai despertar em Paris.

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4 Responses to Uma Cadeia de Hoteis de Olho na Felicidade

  1. Lena disse:

    Acabei de voltar de Paris, Carla!!! Foram 10 minutos deliciosos!!! Ah! E o piano? Senti não poder tocá-lo… Já estava ocupado… Quem sabe na próxima vez????… bjs

  2. Moraes disse:

    Interessante.

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