Relatório Mundial da Felicidade: Brasil Cai 5 Posições

relatório mundial da felicidade

22/03/2017 • Destaque

Saiu a edição 2017 do Relatório Mundial da Felicidade ou World Happiness Report, iniciativa da Organização das Nações Unidas que alcança a 5ª edição. E, sim, é verdade: o Brasil perdeu 5 posições desde a última publicação, em 2016, passando de 17º entre 156 países para 22º entre 155.

O que se vê agora no documento é resultado da análise do período 2014-2016. No rol dos aspectos avaliados estão a relação PIB/per capita, a expectativa de vida no nascimento, a existência de uma rede social de apoio diante de uma adversidade, a confiança no governo e nas organizações, a liberdade para fazer escolhas, a generosidade e, obviamente, a avaliação pessoal e subjetiva da própria felicidade. Para o relatório é realizada uma pesquisa com 3 mil pessoas em cada nação. São também empregadas informações do Banco Mundial, da OMS e da Gallup World Poll – pesquisa mundial independente capitaneada pelo Gallup desde 2005.

A operação lava-jato completou seu terceiro aniversário em março. Feitas as contas, é fácil verificar que os escândalos envolvendo empresariado e políticos passaram a ser investigados em 2014, exato início do período de apuração da atual edição do ranking. Somem-se a isso a queda na renda e no poder aquisitivo dos trabalhadores brasileiros, a retração do PIB e a taxa crescente de desemprego – que em 2016 foi a maior dos últimos cinco anos. Certamente, esses fatores influenciaram a performance do Brasil no Relatório Mundial da Felicidade.

Para a ONU, a percepção de corrupção é relevante na avaliação e está contida no aspecto intitulado “confiança”. Países podem ter sua reserva de felicidade impactada por uma combinação de fatores econômicos, políticos e sociais. Cabe destacar que enquanto a falta de confiança afeta a eficiência econômica do país e a saúde de seus cidadãos, a boa governança é capaz de melhorar significativamente o bem-estar.

A ONU defende – desde 2012, quando instituiu o Dia Internacional da Felicidade (20.03) – que as nações devem romper com a “tirania” do PIB, que não é capaz de avaliar a qualidade do crescimento de um país. No lugar, a entidade defende algo similar ao FIB (Felicidade Interna Bruta), adotado pelo Butão desde 1972. Em sua essência, o FIB avalia o progresso a partir da tríade economia, bem-estar social e sustentabilidade.

O Relatório Mundial da Felicidade deste ano traz a Noruega em primeiro lugar, seguida por Dinamarca, Islândia, Suíça e Finlândia. Os países do norte da Europa parecem ter muito a ensinar no quesito bem-estar. Na lanterninha estão Ruanda, Síria, Tanzânia, Burundi e a última colocada, a República Centro-Africana. O relatório traz ainda capítulos dedicados à felicidade na China, na África, nos Estados Unidos e uma boa análise sobre sua relação com o trabalho.


No link a seguir, você confere minha conversa com Andrea Ferrreira, na CBN:

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