Minimalismo, Afinal do Que Se Trata?

25/08/2016 • Destaque, Estilo de Vida

Se os armários da sua casa não comportam mais nada, se de vez em quando você encontra algo que nem sabia que tinha e, ainda por cima, sente angústia pelo tempo que perde com “as coisas” esta conversa lhe interessa.

Em primeiro lugar não se sinta culpado por ter mais bens materiais (será que não deveria ser males materiais?) do que realmente necessita: estamos todos vivendo em uma engrenagem capitalista, que estimula o consumo de maneira rotineira e imperceptível. Roupas e sapatos “caem” de moda, a tecnologia é programada para se tornar obsoleta, produtos são lançados com a promessa de aumentar nossa expectativa de vida e nosso sucesso. A lista é infinita. E as contas a pagar também.

O minimalismo surgiu como uma opção ao estilo de vida marcado pelo excesso. Propõe menos objetos, menos dívidas, menos estímulos desnecessários para que se alcance uma vida com mais sentido. E com mais tempo, porque perdemos preciosas horas comprando o que não precisamos, trabalhando para pagar o que compramos e procurando aquilo que necessitamos nos armários abarrotados.

Há regras claras na minha casa: jamais haverá obra para ampliar closet ou para construir puxadinho para guardar louça. Toda vez que fico sem espaço, toca o alarme do descarte. Entrou algo, outro algo precisa sair, simples assim. Me conforta saber que não há excessos à minha volta e que aquilo que não tinha mais vida útil foi ter utilidade em outro lugar.

Mentiram quando nos disseram que haveria felicidade no possuir. Há sim prazer, fugaz, e ônus por vezes duradouro. A felicidade mora na liberdade de surfar pela vida sem bagagem pesada e com uma paz que só que não hipotecou o futuro em nome do consumo consegue sentir.

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