Os Japoneses Descobriram Onde a Felicidade Mora

30/04/2016 • Ciência, Psicologia Positiva

Outro dia um conhecido me encontrou em um restaurante e sem qualquer cerimônia lançou um olhar de censura para meu prato, seguido das seguintes palavras: “Meu Deus, você come glúten!”. Sim, glúten, lactose e gema de ovo. E, de vez em quando, sobremesa.

Os corpos nunca estiveram tão secos e sarados. Mas, a minha pergunta é: e o precuneus minha gente, a quantas anda? Não, esse não é um músculo rebatizado. Trata-se de uma região do lobo parietal superior do cérebro que é ativada quando estamos felizes. Ou seja: é onde a felicidade mora, endereço esse recém-descoberto graças à equipe de Wataru Sato, da Universidade de Kyoto – no Japão.

Quanto maior a felicidade, maior a região do precuneus. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores selecionaram uma amostra e fizeram algumas perguntas para entender o nível de satisfação pessoal dos participantes, cruzando os resultados do questionário com os da ressonância magnética do cérebro de cada um.

E o que há de incrível nisso tudo? É possível aumentar a massa cinzenta no precuneus. Isso já ocorre com a meditação, por exemplo. Quanto mais inserimos em nossa vida situações que impactam positivamente o bem-estar, melhor nos sentimos e, possivelmente, isso funciona como uma ginástica para a tal região do cérebro.

Dra. Barbara Fredrickson, pesquisadora chefe do Laboratório de Emoções Positivas e Psicofisiologia da Universidade da Carolina do Norte (EUA) e um dos principais nomes mundiais da Psicologia Positiva, tem sido bem clara em suas recentes apresentações. Ela afirma que a felicidade não possui um teto, ela pode ocorrer em espiral, crescendo à medida que nosso estilo de vida a privilegia.

Eu não sei se o glúten é esse vilão que tentam apregoar, mas posso garantir que meu almoço tardio naquela sexta-feira, sem hora para voltar ao escritório, acompanhado de um bom papo, foi um baita estímulo para o precuneus.

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